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Escrito por Revista Staff

Narguilé e seus malefícios.

Narguilé e seus malefícios.

Narguilé, também conhecido como arguile ou shisha, é uma espécie de cachimbo d’água, por meio do qual o tabaco (geralmente aromatizado) é fumado com o acréscimo de melaço (muessel, um derivado do açúcar). O fumo especial para narguilés pode ter aromas variados, como de frutas, mel e flores, entre outros.

O narguilé tem origem no Oriente. Uma das versões é de que o narguilé teria sido inventado na Índia no século XVII, pelo médico Hakim Abul Fath, como um método para retirar as impurezas da fumaça, o que sabemos que não acontece. Quando chegou à China, passou a ser utilizado para fumar o ópio, e assim permaneceu até a Revolução Comunista, no fim da década de 1940. Na mão dos árabes, o cachimbo de água foi rapidamente incorporado para ser apreciado em grupo, acompanhado de café e prosa. Existem evidências históricas de narguilés na Pérsia e na Mesopotâmia. As cruzadas também auxiliaram a espalhar o narguilé pelo mundo, quando os guerreiros sobreviventes traziam-no para seus locais de origem. É tradicionalmente usado em muitos países do mundo, em especial no Norte da África, Oriente Médio e Sul da Ásia. No Brasil, o narguilé foi trazido por alguns imigrantes europeus e divulgado pelas colônias turca, libanesa e judaica.

FUMO – Há um tabaco especial para narguilés, conhecido popularmente como “essências”, usualmente feito com tabaco, melaço e frutas ou aromatizantes. Os aromas são variados. Encontram-se o de frutas (como pêssego, maçã-verde, coco), flores, mel, e até mesmo Coca-Cola, vinho e Red Bull. Também é possível encontrar essências não aromatizadas, mas estas progressivamente perderam espaço para as aromatizadas, que hoje são muito mais populares.

PARTES – O narguilé é formado pelas seguintes peças:


  • Base – peça central do narguilé; assemelha-se a um vaso. É onde se coloca a água (ou outros líquidos como arak, sucos ou essências naturais). Geralmente é feita de vidro, metal ou cerâmica. Algumas são ornamentadas com desenhos.
  • Corpo – peça cilíndrica que sustenta o fornilho e conecta-se à base. Na base, projeta-se um tubo para dentro da água, que conduz a fumaça.
  • Fornilho– peça de barro ou cerâmica onde se coloca o tabaco e, por cima deste, o carvão em brasa.
  • Abafador – artefato em metal, geralmente alto, para proteger a brasa do vento, evitando o consumo rápido do carvão.
  • Mangueira – é por onde se aspira a fumaça. Uma ponta termina numa piteira, e a outra se encaixa na parte superior do corpo do narguilé (acima da água). Pode haver várias mangueiras para que mais de uma pessoa fumem juntas

Quando se aspira o ar pela mangueira, reduz-se a pressão no interior da base; isso faz com que o ar aquecido pelo carvão passe pelo tabaco, produzindo fumaça. Ela desce pelo corpo até a base, passa pela água e segue pela mangueira até ser aspirada pelo usuário e expirada em seguida.

Os efeitos à saúde causados pelo fumo do tabaco são largamente conhecidos e se aplicam também ao uso do narguilé, contrariando a crença popular de que a água ajudaria a filtrar as impurezas do fumo, tornando-o menos nocivo à saúde. Recentes estudos, inclusive, indicam que seu uso pode ser ainda pior para a saúde do que o cigarro.

Embora seja difundida a ideia de que o tabaco fumado com o narguilé seria menos prejudicial do que o cigarro, por exemplo, estudos comprovam exatamente o contrário. A suposição de que a água (ou qualquer outro líquido) absorveria a nicotina e limparia a fuligem da queima do tabaco, filtrando-a, foram desmentidas. Segundo pesquisa realizada pela Universidade de Brasília, UnB, “uma sessão de narguilé equivale a nada menos do que fumar 100 cigarros”. Apenas 5% das impurezas do tabaco são filtradas pela água ou pelo líquido; ou seja, a nicotina, encontrada em altas concentrações, tem grande potencial para causar dependência. Uma sessão fumando o narguilé – isto é, 10 mg de tabaco por 30 minutos – resulta em níveis de monóxido de carbono 4 ou 5 vezes mais altos do que fumar um cigarro.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) alerta que a fumaça do narguilé contém inúmeras toxinas que podem causar câncer de pulmão, enfisema, doenças cardíacas, entre outras, mesmo em usuários que não tragam a substância.

A Academia Estadunidense de Periodontologia afirma que o uso do narguilé é comparável ao cigarro em relação aos riscos de doenças da gengiva.

O fumante de narguilé expõe-se mais a toxinas, comparado ao fumante de cigarros, como nicotina e monóxido de carbono.

Geralmente o narguilé é fumado em grupos e, ao compartilhar a piteira, corre-se risco de contrair herpes e até mesmo hepatite ou tuberculose.

Um estudo da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo mostra que 37% dos jovens paulistanos, com idade média de 25 anos, aderiram ao narguilé e que metade dos entrevistados apresentou níveis preocupantes da presença de carbono no ar expirado, uma média de 2,3 vezes a mais do que o máximo aceitável.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, não existe mecanismo no narguilé que tenha demonstrado a eliminação ou diminuição na exposição das toxinas presentes no tabaco; a Organização ainda assinala o risco de morte por doenças relacionadas ao consumo de fumo usando o equipamento. A utilização do narguilé no Brasil tem se disseminado, sobretudo entre os jovens, que geralmente desconhecem suas consequências.

Infelizmente é um hábito que carrega um forte cunho de socialização, pois quase ninguém o fuma sozinho. Após um estudo sobre os altos níveis de monóxido de carbono no sangue de fumantes de narguilé, as descobertas fazem com que o assunto se transforme em uma grande questão de saúde.


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